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Palhaçaria: artesanía da pessoa

4ª feira | 20h-21h

com Rodrigo

inicio em 23/04

ONLINE via Zoom

Palhaçaria: artesanía da pessoa

O Núcleo Palhaçaria: artesanía da pessoa propõe condensar em sete VIVÊNCIAS PRÁTICAS, as sete potencialidades do Palhaço na formação da pessoa:

Grupo 1: PRESENCIAL: Os encontros acontecerão nas seguintes quintas-feiras, das 17h00 às 19h00.

24/04 Atravessando os papéis sociais (Augusto Boal, Erving Goffman)
08/05 Desconstrução do corpo cotidiano (Rudolf Laban, Angel Vianna )
15/05 Revisitando a própria criança (Winnicott, Piaget, Jacques Lecoq)
22/05 Sendo atravessado por devires (Deleuze e Guattari)
29/05 Vivenciando o Homo ludens/ Femina Ludens (Huizinga,Viola Spolin)
12/06 Como tornar-se aquele que se é (Nietzsche, Píndaro, Jacques Lecoq)
26/06 Autoconhecimento (Freud, Victor Frankl, Gustav Jung, Rudolf Steiner)

Grupo 2: ONLINE, 20h às 21h
23/04, 07/05, 14/05, 21/05, 28/05, 11/06, 25/06



Porque há uma criança que cresceu em nós e que não podemos mais expressar nas relações sociais. Estava conosco quando éramos pequenos, mas não é a criança em nós, é a criança que cresceu em nós, com seus próprios gestos, com sua própria voz. E estes são extremamente pessoais para nós. [...] E é isto, trazê-lo à tona, que dará ao clown representado um valor humano, sensível. Então’ percebemos que nosso próprio clown somos nós (Jacques Lecoq apud Patrick Lecoq, 2016, p. 27).


Segundo Burnier (2001, p. 209)




(...) o clown é a exposição do ridículo e das fraquezas de cada um. Logo, ele é um tipo pessoal e único (...) Não se trata de um personagem, ou seja, uma entidade externa a nós, mas da ampliação e dilatação dos aspectos ingênuos, puros e humanos (...), portanto ‘estúpidos’, do nosso próprio ser.
A busca pelo clown é uma busca de si mesmo, em um lugar obscuro, escondido, chamado inconsciente, interior, como queira. A criança que fomos é proibida de expressar-se no mundo social. Mas ela cresceu em nós e clama por liberdade. Seus gestos e voz estão atrofiados, por inatividade, e precisamos abrir espaço para sua movimentação a partir de nós. O valor humano e sensível de nosso palhaço nascente depende da aceitação plena da criança que se desenvolve em nós: delicadamente lhe damos as mãos para palmilhar os primeiros passos, dizer as primeiras palavras, realizar os primeiros gestos. Então percebemos que nosso clown é uma parte de nós que precisou ser esquecida, mas que agora está despertando…
O clown encarna os traços da criatura fantástica, que exprime o lado irracional do homem, a parte do instinto, o rebelde a contestar a ordem superior que há em cada um de nós. É uma caricatura do homem como animal e criança, como enganado e enganador. É um espelho em que o homem se reflete de maneira grotesca, deformada, e vê a sua imagem torpe. É a sombra. (Fellini, 1983, p. 105).


Meu nome é Rodrigo da Rosa e há mais de 15 anos pesquiso o palhaço como ferramenta de encantamento do mundo e transformação das relações.
Esta oficina compõe o trabalho de campo do meu doutorado: “Construção do palhaço: formação da pessoa”.
Sob a esteira de pedagogias decoloniais, populares, ecológicas e libertárias e entendendo-nos como seres da natureza (compreendendo a diversidade cultural como uma biodiversidade), os encontros propõem a descoberta do riso como sinônimo de qualidade das relações, em oposição à formalidade, que significaria a aridez daquelas. Nessa perspectiva, as oficinas objetivam intensificar as possibilidades do riso na comunicação, considerando-o como lubrificante alcalino dos contatos humanos.
O jogo, que permeia as relações, torna-se o guia dos encontros, e não o coordenador. A partir de propostas de brincadeiras, vivências sensitivas na natureza, danças, expressões corporais e jogos de improviso, sob metodologias teórico-brincantes, as oficinas se desenvolvem com o fim de alcançar-se o game estate.
Adotando um paradigma teórico rizomático, entendendo o conhecimento como redes e apostando no desejo como princípio fundamental, o coordenador se ausenta da condução e abre espaço para o palhaço, que utiliza o método do ensino-corpo, ser-aprender, suprimindo a função referencial da linguagem em favor da função poética, encarnada em figurino e maquiagem, expressão e impulso, na acústica do encantamento do mundo.
Nesse ensinar-fazedor, a vontade - e não a ordem - se torna o motor do desenvolvimento; a expressividade autêntica, e não a emulação, a busca de cada qual no desenvolvimento do seu ser palhace atravessador de máscaras e papéis sociais.

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